Pessoal, relembrando uma das nossas últimas aulas, ainda comigo como professor do cursinho, aquela aula sobre Neoplatonismo e seu valor absoluto e relativo, eu escrevi este texto, que ainda que seja dissertativo em seu conteúdo, a sua estrutura foge um pouco das solicitadas nos vestibulares, por se propor a ser um artigo.
Mas se fomos estudar a sua estrutura, podemos perceber que ela também serve como modelo para a redação dos vestibulares, até porque, ela faz uso de uma tese de adesão inicial, de uma tese principal e de um fato exemplo, além, é claro, de utilizar uma das técnicas de conclusão em uma dissertação.
Mas se fomos estudar a sua estrutura, podemos perceber que ela também serve como modelo para a redação dos vestibulares, até porque, ela faz uso de uma tese de adesão inicial, de uma tese principal e de um fato exemplo, além, é claro, de utilizar uma das técnicas de conclusão em uma dissertação.
Bom, vamos lá:
-A tese de adesão inicial (usada no primeiro parágrafo) é a de que as verdades de cada um devem ser respeitadas, pois elas somadas, conduzem à Verdade que é boa para todos.
-A tese principal se refere às verdades relativas e à Verdade Absoluta. Esta tese principal será defendida nos parágrafos de desenvolvimento da dissertação.
- O fato exemplo se refere a um modelo para comprovar se as verdades são Verdades. A exemplificação da nossa tese está no modelo 1+1=?
-E na conclusão é usada a técnica de reforço, através da metáfora do rio e do mar usada na introdução.
Agora, deixo uma pergunta para vocês refletirem:
-Que tipo de argumento foi usado para defender a tese principal?
(Compatibilidade e Incompatibilidade, Regra de Justiça, Retorsão, Ridículo, Definições Etimológicas e Normativas; Desperdício, Exemplo, Modelo e Antimodelo, Analogia ou Pragmático)
Sobre a Verdade por trás das verdades
“Ao alimentar o verdadeiro, ilumina-se a consciência; ao fomentar o bem, gera-se o saber”
Todas as verdades estão interligadas e quanto mais se buscar pôr em prática esta interligação, mais será a compreensão da Verdade que interliga todas as verdades, afinal, como Sertillanges afirma “basta eu embarcar no afluente que chegarei ao rio, e daí ao mar.
Mas que verdades são estas que se interligam? Estas verdades são aquelas consideradas relativas, ou seja, são pontos de vistas individuais, e por assim serem, variam de pessoa à pessoa, sendo que, algumas destas verdades podem não possuir efeito no geral, enquanto outras são somente efetivas em um âmbito específico; no entanto, esta efetividade é que irá conferir à relatividade caráter de verdadeiro, pois, sendo efetivo, ainda que relativo, possui valor prático - mesmo que na esfera individual.
Porém, se a relatividade de uma verdade assim for, ela inclusive, poderá conduzir a uma verdade também prática na esfera do geral e do todo. Mas cabe uma ressalva: para esta efetividade existir é necessário o bom funcionamento do processo da dinâmica de interdependência, que será analisado a seguir.
Porém, se a relatividade de uma verdade assim for, ela inclusive, poderá conduzir a uma verdade também prática na esfera do geral e do todo. Mas cabe uma ressalva: para esta efetividade existir é necessário o bom funcionamento do processo da dinâmica de interdependência, que será analisado a seguir.
Assim como os fins são interdependentes a uma causa maior a qual eles são destinados, as verdades relativas também são interdependentes, portanto, todas elas dependem das verdades que as antecedem, sendo que a última das verdades – o que, inclusive deste ponto de vista de interdependência a caracteriza, também, como a primeira das verdades – é a Verdade Absoluta - a Verdade por trás das verdades.
Esta Verdade Absoluta é a última das verdades porque ela interliga as verdades relativas; e ela é a primeira, por ser o elemento sintetizador das teses e antíteses que conferem o tom da dinâmica entre as verdades relativas.
Esta Verdade Absoluta é a última das verdades porque ela interliga as verdades relativas; e ela é a primeira, por ser o elemento sintetizador das teses e antíteses que conferem o tom da dinâmica entre as verdades relativas.
Aliás, é nesta dinâmica entre verdades relativas que pode-se certificar, se o que está sendo analisado, é uma verdade – ainda que relativa – ou não.
Como foi abordado anteriormente, para a ascensão à Verdade, é necessário abdicar de uma posição individual para ressaltar uma participação coletiva rumo ao universal. A este processo, convém denominá-lo de dinâmica de interdependência.
Ainda, sobre a dinâmica entre as verdades relativas e seu processo de interdependência, é interessante demonstrar através de uma pérola de sabedoria popular, quais são os três possíveis resultados que podem ser obtidos no processo:
- a dinâmica de interdependência através de um argumento, onde 1+1=0;
- a dinâmica de interdependência através de um debate, onde 1+1=2;
- e a dinâmica de interdependência através de um diálogo, onde 1+1=3.
Portanto, quando na soma das verdades relativas individuais, o resultado for maior ou igual a dois (2), uma ou todas as variáveis podem ser consideradas bom e/ou vero.
Porém, na certificação e na busca pela Verdade é mais interessante e sensato, se atentar à dinâmica de interdependência do que na relatividade individual das verdades de cada um dos envolvidos neste processo, isto porque, é no respeito à relatividade, portanto, aos pontos de vistas individuais, que se alcança o elemento síntese que levará todas as verdades relativas que flutuam nos afluentes do rio ao absolutismo integrador do mar, que tudo abarca e que é o fim último de tudo aquilo que almeja conhecer o fator primeiro, a Verdade Absoluta.

